A produção brasileira de noz-pecã na safra 2026 deve alcançar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas, marcando uma recuperação em relação aos últimos ciclos, especialmente após os impactos das enchentes registradas em 2024. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), que aponta como fatores determinantes a elevada carga de frutos nos pomares e a entrada de novas áreas em produção. O volume projetado supera o de 2025 e se aproxima do patamar observado em 2023, quando o país colheu cerca de 7 mil toneladas, com possibilidade de até mesmo ultrapassar esse nível.
Mesmo com a expectativa de uma safra mais volumosa, a tendência é de manutenção dos preços em níveis próximos aos do ciclo anterior, sobretudo para lotes de melhor qualidade. O cenário combina aumento da oferta com demanda externa aquecida, o que pode contribuir para equilibrar o mercado e evitar pressões mais intensas de queda nas cotações internas.
No ambiente internacional, o setor tem observado maior interesse de empresas e investidores nas oportunidades de exportação. O preço de referência da noz norte-americana permanece em patamar considerado atrativo, enquanto Estados Unidos e México — principais produtores globais — não conseguiram formar estoques de passagem relevantes nos últimos ciclos. Esse contexto mantém o mercado internacional mais dinâmico e abre espaço para a ampliação da participação brasileira.
A expansão dos canais de exportação também tende a reduzir a volatilidade no mercado doméstico, mesmo em um cenário de maior oferta. Com novos destinos consolidados e maior diversificação das vendas, a expectativa é de maior estabilidade para produtores e investidores, fortalecendo a cadeia da noz-pecã no país ao longo da safra 2026.
