Os mercados de açúcar e etanol voltaram a registrar movimentos de ajuste nos preços, refletindo um cenário de oferta elevada no mercado internacional e mudanças recentes nas referências de combustíveis no Brasil. A análise consta em relatório divulgado pela consultoria StoneX, que acompanha o desempenho das commodities e do setor energético.
No mercado externo, o açúcar negociado na Bolsa de Nova Iorque encerrou a última sexta-feira cotado a US¢ 14,11 por libra-peso, acumulando recuo semanal de 16 pontos, o equivalente a 1,12%. O contrato com vencimento em março de 2026 se aproximou do patamar registrado em 11 de novembro, quando a commodity atingiu US¢ 14,10 por libra-peso — a menor cotação desde outubro de 2020.
De acordo com a StoneX, o mercado segue pressionado por um quadro de sobreoferta global, sustentado por expectativas otimistas em relação à produção na Índia e no Brasil. A combinação de ampla disponibilidade e perspectivas favoráveis para os principais produtores mantém o viés de baixa nas cotações, limitando tentativas de recuperação mais consistente no curto prazo.
Etanol sente efeito da gasolina mais barata
No mercado interno, os preços do etanol hidratado nas usinas de Ribeirão Preto (SP) apresentaram maior estabilidade nos últimos dias, após o anúncio de redução de R$ 0,14 por litro no preço da gasolina A vendida pela Petrobras, em 27 de janeiro.
Antes do ajuste, os negócios do hidratado estavam na faixa de R$ 3,75 por litro. Ao final da semana passada, as negociações passaram a girar em torno de R$ 3,70, com o produto retornando ao patamar médio de R$ 3,71 por litro na região.
O movimento indica um arrefecimento nas cotações do biocombustível, já que a redução no preço da gasolina afeta diretamente a competitividade do etanol nas bombas. Em um ambiente de oferta elevada e margens mais ajustadas, o setor acompanha com atenção os próximos desdobramentos do mercado de combustíveis e o comportamento da safra.
