Área tratada com defensivos deve crescer 6,1% em 2025 e alcançar 2,6 bilhões de hectares no Brasil

Expansão é puxada por soja e milho no segundo semestre, após início de ano marcado por seca no Sul e retração de preços

Redação
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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas deve encerrar o ciclo de 2025 com avanço consistente na Área Potencial Tratada por Produto, indicador que mede a intensidade de aplicações nas lavouras. A projeção aponta crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior, podendo atingir 2,6 bilhões de hectares tratados, segundo levantamento da Kynetec Brasil realizado a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal.

O desempenho do ano foi dividido em dois momentos distintos. No primeiro semestre, a estiagem no Sul do país e a queda nos preços da safra anterior reduziram o ritmo das aplicações e influenciaram o comportamento de culturas importantes. Esse cenário trouxe cautela ao produtor, especialmente diante de margens mais apertadas.

Já na segunda metade do ano, o mercado ganhou fôlego. A ampliação da área cultivada, principalmente com soja e milho, e o início dos preparativos da safra 2025 2026 estimularam maior dinamismo nas vendas e nas aplicações. O plantio dentro do calendário ideal e o avanço das aplicações iniciais conforme o planejado reforçaram esse movimento. Além disso, o aumento da pressão de pragas, doenças fúngicas e os desafios no manejo da resistência de plantas daninhas contribuíram para elevar a demanda por tecnologias de proteção de cultivos.

Do total de defensivos aplicados em 2025, os herbicidas lideram com 45% da área tratada. Fungicidas e inseticidas aparecem na sequência, ambos com 23%. Tratamentos de sementes representam 1%, enquanto adjuvantes, reguladores de crescimento e outros produtos somam 7%.

No recorte por cultura, a soja mantém ampla liderança, respondendo por 55% da área tratada. O milho ocupa a segunda posição com 18%, seguido pelo algodão com 8%. Pastagens concentram 5%, cana de açúcar 4%, trigo e feijão 2% cada, enquanto arroz, hortifrúti e café representam 1% cada. Outras culturas completam 2% do total.

Regionalmente, Mato Grosso e Rondônia concentram 32% da área tratada no país. A região conhecida como Bamatopipa, formada por Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará, responde por 18%. São Paulo e Minas Gerais somam 12%, enquanto Rio Grande do Sul e Santa Catarina representam 11%. Paraná concentra 9%, Goiás e Distrito Federal 8%, e Mato Grosso do Sul também 8%. As demais regiões reúnem 2%.

A metodologia da pesquisa considera a Área Potencial Tratada, indicador que contabiliza o número de aplicações e a quantidade de produtos utilizados em cada tanque, permitindo medir não apenas a área cultivada, mas também a intensidade tecnológica empregada nas lavouras. O fechamento oficial do ciclo 2025 ocorrerá em abril, com o encerramento da safra de soja.

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