PIB agropecuário do Acre deve cair 0,7% em 2026

Redação
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O Acre deve enfrentar retração no Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2026, segundo projeções divulgadas na Resenha Regional publicada nesse mês de fevereiro. Apesar de o estado apresentar crescimento econômico total estimado em 3,3% esse ano — acima da média nacional — o desempenho do setor agropecuário caminha na direção oposta.

De acordo com os dados, o PIB agropecuário do Acre deve recuar 0,7% em 2026, após um desempenho expressivo em 2025, quando o setor avançou 13,6%. A desaceleração prevista reflete um cenário regional mais amplo, no qual praticamente todos os estados da Região Norte, com exceção de Rondônia, devem registrar retração na agropecuária.

Agro perde fôlego após forte alta em 2025

O levantamento mostra que o crescimento elevado registrado em 2025 cria uma base de comparação elevada para o ano seguinte. No caso acreano, o salto da agropecuária no ano anterior não deve se repetir, provocando a retração projetada para 2026.

Enquanto isso, outros setores da economia estadual tendem a compensar parcialmente essa queda. A indústria no Acre deve crescer 0,8%.

Cenário regional influencia desempenho do Acre

A análise da Resenha Regional destaca que a economia da Região Norte deve crescer acima da média nacional em 2026, impulsionada principalmente pelos setores de petróleo, mineração e energia, favorecidos pelas reservas minerais e pelo interesse internacional em minerais críticos.

Entretanto, no segmento agropecuário, a expectativa é de retração generalizada. Tocantins, por exemplo, deve registrar queda de 2,8%, influenciado pela previsão de redução de 5,3% na produção de soja, conforme dados do IBGE. O comportamento desses grandes polos agroprodutores impacta a dinâmica regional e influencia estados com cadeias produtivas interligadas, como o Acre.

Mesmo com a retração no campo, o Acre aparece entre os estados com melhor desempenho econômico projetado para 2026 na Região Norte. O crescimento de 3,3% coloca o estado atrás apenas de Amapá (4,5%), Roraima (4,5%) e Rondônia (3,6%).

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