Mesmo com parte das negociações ocorrendo de forma direta entre compradores e produtores, os leilões seguem exercendo papel central na formação de preços da pecuária acreana, influenciando a valorização do bezerro e fortalecendo o pequeno produtor rural.
As leiloeiras continuam sendo um dos principais pilares do mercado pecuário do Acre, atuando como referência na formação de preços desde o período em que os leilões eram exclusivamente presenciais. Segundo o presidente da Galileu Leilões, Marcelo Lemos, essa função permanece essencial mesmo com as mudanças na dinâmica de comercialização.
“As leiloeiras sempre tiveram um papel fundamental no mercado. É tão importante que acabaram se tornando um verdadeiro balizador de preço no estado”, afirma.
Atualmente, o Acre conta com quatro leiloeiras em atividade, número considerado expressivo quando comparado a outras praças da região Norte, como Porto Velho, que possui apenas uma. Essa estrutura contribui para dar mais transparência ao mercado e segurança tanto para quem vende quanto para quem compra.
Os bezerros machos e fêmeas de até 12 meses são os principais produtos comercializados, com forte demanda de compradores de outros estados, especialmente do Mato Grosso. Essa procura está diretamente ligada à diferença no valor da arroba do boi entre as regiões.
“Hoje o que determina o preço do bezerro é a arroba do boi comercializada no estado. No Acre, esse valor é o mais defasado do Brasil, e é por isso que outros estados vêm buscar animais aqui”, explica Marcelo.
Esse cenário acaba beneficiando o pequeno produtor, que passa a ter seu produto mais valorizado e consegue reinvestir na atividade, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
