O Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento calculou que as exportações acreanas tiveram crescimento real 9,99% no ano de 2025. Isso resultou em US$ 98,9 milhões de vendas para o mercado externo. É um aumento expressivo comparado à média nacional, que foi de apenas 0,44% no mesmo período.
Os dados fazem parte de um estudo feito por meio da parceria entre o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre e o Sebrae.
O estudo identificou também uma mudança no perfil das exportações acreanas: castanha do Brasil e madeira deixam de ser os carro-chefe. Foram substituídas por carnes bovina e suína e também pela soja. É um cenário que já vem se desenhando há 11 anos e se consolida agora com o aumento da demanda em escala global por essas commodities. “Em 2025, a soja respondeu por 20,61% das exportações, enquanto as carnes desossadas de bovino congeladas representaram 20,61% e as carnes suínas congeladas 13,83%”, informa o material de divulgação do Fórum Empresarial.
A capacidade de abate e a melhora no processo produtivo dos frigoríficos foram aspectos destacados pelo estudo apresentado. “Entre 2024 e 2026, a capacidade de produção e exportação de carne desossada cresceu mais de 360%, consolidando o Acre como um importante polo exportador do setor e com acesso a 17 países compradores”, diz o informativo do Fórum Empresarial.
Um dos desafios apontados pelos economistas é a necessidade de o setor produtivo diversificar a agenda de exportações. Está muito concentrada nesses quatro produtos: soja, proteína animal, madeira e castanha representaram 64,61% do total exportado em 2025. “Além disso, há forte dependência de poucos mercados: o Peru aparece como principal destino, seguido por Emirados Árabes Unidos e Filipinas. Para alguns itens, como a carne suína, a concentração chega a 100% em apenas três países”, diz o Fórum.
