Oscilações marcam preços de frutas na Ceasa no fim de 2025

Mamão registra forte queda, enquanto maçã sobe e melancia amplia comercialização na capital acreana

Luiz Eduardo Souza
Preços das frutas oscilaram na Ceasa de Rio Branco em novembro, com alta da laranja e do mamão e queda da banana e da maçã. Foto: Reprodução.

O mercado de frutas na Central de Abastecimento de Rio Branco apresentou fortes oscilações de preços e volumes comercializados em dezembro de 2025, segundo dados do Boletim Hortigranjeiro do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As variações refletem fatores como mudanças na oferta nacional, comportamento do consumo, condições climáticas nas regiões produtoras e o desempenho do mercado externo.

Entre os produtos com queda mais acentuada de preços, o mamão foi o principal destaque negativo na Ceasa de Rio Branco. As cotações recuaram 63,96% em dezembro, movimento que contrasta com a tendência nacional, onde os preços subiram na maioria das centrais. A retração está associada à demanda mais fraca no mercado local e à dificuldade de escoamento de parte da produção, apesar da melhora da qualidade das frutas no fim do mês. No volume comercializado, houve redução em relação a novembro, passando de 30,6 toneladas para 11,6 toneladas.

A maçã, por sua vez, apresentou comportamento oposto. Mesmo com uma queda expressiva de 91% na quantidade comercializada na comparação mensal, os preços subiram 33,44% em Rio Branco. O aumento foi influenciado pela redução da oferta nacional, causada pelo esgotamento dos estoques das câmaras frias do Sul do país, além da concorrência com frutas importadas e com produtos típicos do período festivo. A menor demanda institucional, comum durante as férias escolares, também contribuiu para o cenário de preços mais elevados.

No caso da laranja, o mercado manteve estabilidade de preços na Ceasa de Rio Branco, mesmo diante do aumento da oferta em nível nacional. A boa qualidade das frutas destinadas ao consumo in natura ajudou a sustentar as cotações, enquanto a menor demanda da indústria de suco atuou como fator de contenção para novas altas. Em dezembro, o volume comercializado na capital acreana foi de 11,6 toneladas, recuperação em relação a novembro, quando houve retração nas entradas do produto.

Outro destaque do período foi a melancia, que registrou forte crescimento na comercialização em Rio Branco. O volume negociado saltou de 44,5 toneladas em novembro para 205,7 toneladas em dezembro, impulsionado principalmente pelo aumento do consumo em razão das altas temperaturas. Mesmo com a ampliação da oferta, os preços permaneceram relativamente firmes, sustentados pela boa qualidade das frutas provenientes de diferentes regiões produtoras do país.

De acordo com a Conab, o comportamento observado na Ceasa de Rio Branco acompanha, em parte, o cenário nacional, mas também revela particularidades do mercado local, especialmente em função da logística, da sazonalidade do consumo e do perfil da demanda regional. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade das oscilações, com influência direta do clima nas áreas produtoras e do ritmo de abastecimento das Centrais de Abastecimento, impactando tanto o consumidor final quanto produtores e comerciantes que atuam no mercado atacadista da capital acreana.

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