A manga liderou as exportações brasileiras de frutas em 2025 e confirmou o bom desempenho do setor no comércio exterior. Ao longo do ano, o Brasil exportou mais de 290 mil toneladas da fruta, consolidando-a como o principal item da pauta, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
No total, o país embarcou 1,28 milhão de toneladas de frutas ao exterior, o que representa um crescimento de 19,63% em comparação com 2024. A receita gerada pelas vendas também avançou, alcançando US$ 1,451 bilhão, alta de 12%, configurando o terceiro ano consecutivo de recorde para o setor.
Apesar da liderança em volume, a manga apresentou queda de 4,34% no valor arrecadado, que somou US$ 335,1 milhões. Ainda assim, a fruta manteve-se à frente de outros produtos relevantes da fruticultura brasileira, como melão, limão, uva e melancia.
A maior parte das exportações de frutas brasileiras, especialmente manga e uva, tem origem no Semiárido Nordestino, com destaque para o Vale do Rio São Francisco, região que se consolidou como um dos principais polos produtores e exportadores do país devido à produção contínua ao longo do ano.
Entre as demais frutas, o melão foi o segundo item mais exportado, com 283,3 mil toneladas embarcadas, apresentando crescimento de 16,42% no volume e de 24,94% na receita, que chegou a US$ 231,4 milhões. A melancia também se destacou, com alta de 57,17% no valor e quase 40% no volume exportado.
Outro segmento com participação relevante foi o de conservas e preparações à base de frutas, excetuando sucos. Esses produtos movimentaram US$ 179 milhões em 2025, crescimento de 16,1% na receita e de 7,6% no volume, totalizando 63,4 mil toneladas exportadas.
Mesmo diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o país manteve-se como o terceiro principal destino das frutas brasileiras. Foram enviadas 76,7 mil toneladas ao mercado norte-americano, gerando US$ 131,5 milhões em receita. Apesar da leve retração em relação ao ano anterior, a diversificação de mercados ajudou a reduzir o impacto das medidas tarifárias sobre o setor.
Com os resultados, a fruticultura brasileira reforça sua relevância na balança comercial do agronegócio e mantém a expectativa de crescimento sustentado nos próximos anos, apoiado na ampliação de mercados, na diversificação da produção e no aumento da competitividade internacional.
