Indústria avança no País, mas cenário no Norte é de alerta para o Acre

Mesmo com estabilidade nacional em novembro, quedas em estados vizinhos indicam pressão regional

Luiz Eduardo Souza
Agronegócio foi o principal motor do crescimento de 14,7% no PIB acreano em 2023, segundo o IBGE.

A produção industrial brasileira ficou estável em novembro de 2025, com variação nula (0,0%) frente a outubro, segundo o IBGE. Apesar do resultado nacional, o desempenho desigual entre os estados acende um sinal de alerta para o Acre, que não integra a pesquisa mensal, mas está inserido em um contexto regional marcado por retrações significativas em estados vizinhos da Região Norte.

Dos 15 locais pesquisados, oito registraram crescimento no mês, com destaque para Mato Grosso (7,2%) e Espírito Santo (4,4%). Também apresentaram avanço Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e a Região Nordeste (0,1%).

Por outro lado, estados da Região Norte apresentaram desempenho negativo. O Amazonas registrou queda de 2,8% e o Pará recuou 0,5% na passagem de outubro para novembro. Na comparação com novembro de 2024, o cenário se agravou, com retração de 3,7% no Amazonas e queda expressiva de 11,6% no Pará, influenciada principalmente pelo recuo das indústrias extrativas.

A média móvel trimestral da indústria nacional também apresentou recuo de 0,1% no trimestre encerrado em novembro. Nesse indicador, o Pará voltou a se destacar negativamente, com retração de 1,3%, reforçando a perda de fôlego da atividade industrial na Região Norte — cenário que impacta indiretamente economias menos industrializadas, como a do Acre, fortemente dependente da dinâmica regional.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a produção industrial brasileira cresceu 0,6%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses o avanço foi de 0,7%. Ainda assim, o IBGE aponta desaceleração do ritmo de crescimento, o que reforça a necessidade de atenção para estados fora do eixo industrial, como o Acre, onde a atividade econômica é mais sensível ao desempenho dos mercados vizinhos.

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