Sanidade Animal

IDAF alerta produtores para vacinação contra brucelose no Acre

Declaração de rebanhos também é outra medida que deve ser respeitada pelos produtores

Por Sandra Assunção ·
Acre fortalece o programa nacional de erradicação da brucelose. (Foto: Fabiana Matos/Idaf)

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) está realizando duas campanhas voltadas aos produtores rurais: a declaração de rebanhos e a vacinação contra a brucelose. As ações começaram no dia 1º de outubro e têm como objetivo atualizar os cadastros dos animais e prevenir a doença, que pode ser transmitida aos seres humanos.

O diretor técnico do IDAF, Vinícius Braga, explica que a declaração de rebanhos permite ao produtor informar a quantidade de animais existentes na propriedade, incluindo nascimentos, mortes, abates para consumo e outras alterações. “O produtor precisa atualizar seu cadastro, informar os animais que nasceram, os que morreram e aqueles que já não estão mais na propriedade. Isso é importante para manter a situação regularizada junto ao IDAF”, explicou.

A declaração pode ser feita pela plataforma Produtor Online ou presencialmente nas unidades do instituto. Quem não tem acesso à internet pode procurar atendimento ou enviar um familiar, vizinho ou outra pessoa de confiança, levando o CPF do produtor e as informações atualizadas sobre o rebanho.

Vinícius alerta que a falta de regularização pode impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento necessário para o transporte de animais, além de resultar em sanções administrativas.

O IDAF também acompanha a quantidade de declarações realizadas desde o início da campanha e avalia a possibilidade de prorrogação do prazo, conforme a adesão dos produtores.

Vacinação contra brucelose

A campanha de vacinação contra a brucelose segue até 31 de dezembro e é destinada principalmente às fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses.

Segundo Vinícius Braga, a brucelose é uma zoonose, doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de leite cru e derivados não pasteurizados, além do contato direto com animais infectados, especialmente durante o parto e o manuseio de restos placentários. “A brucelose causa prejuízos dentro da propriedade e também representa risco para o produtor e sua família. Por isso, é fundamental manter a vacinação em dia”, destacou.

O diretor explicou que existem duas vacinas utilizadas no controle da doença: a B19, indicada para fêmeas de 3 a 8 meses, e a RB51, que pode ser utilizada em situações previstas pelas normas sanitárias, inclusive em fêmeas de outras faixas etárias, mediante orientação veterinária.

Para realizar a vacinação, o produtor deve procurar um médico-veterinário cadastrado no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT). O profissional orientará a aquisição da vacina em estabelecimento autorizado e realizará o procedimento.Após a imunização, o veterinário emite o certificado de vacinação, que deve ser registrado no sistema do IDAF.

Vinícius Braga reforça que os produtores precisam ficar atentos aos prazos para evitar restrições na movimentação e comercialização dos animais. “É importante que o produtor procure o IDAF, faça a declaração do rebanho, verifique as fêmeas que estão na idade de vacinação e mantenha tudo regularizado para poder emitir a GTA e movimentar seus animais”, concluiu.

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