Rio Branco registrou a menor variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre as regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro, com alta de 0,53%. Apesar do resultado abaixo do índice nacional, que chegou a 0,82%, a inflação voltou a acelerar no país, impulsionada principalmente pela energia elétrica e pela recuperação dos preços dos alimentos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9).
No Brasil, o IPCA passou de -0,32% em agosto para 0,82% em setembro. Com o resultado, a inflação acumulada em 2026 chegou a 3,95%, enquanto o índice dos últimos 12 meses alcançou 4,58%. O grupo Habitação apresentou a maior variação mensal, de 2,31%, influenciado pela alta de 7,98% na energia elétrica residencial. Transportes subiu 0,89%, e Alimentação e bebidas avançou 0,83%, após três meses consecutivos de queda.
Para o agronegócio, o destaque está no comportamento dos alimentos. A alimentação consumida em casa subiu 0,96% no país, com aumentos de 37,76% no tomate, 24,07% na batata-inglesa, 10,14% na cebola, 4,56% no arroz e 0,63% nas carnes. Em sentido contrário, o frango inteiro caiu 1,96%, o frango em pedaços recuou 1,41% e as frutas tiveram queda de 1,12%. Os números mostram movimentos distintos entre os produtos que chegam à mesa do consumidor, sem indicar que as mesmas variações tenham ocorrido em todos os mercados regionais.
A alta dos alimentos reforça a importância do acompanhamento dos preços ao longo da cadeia produtiva, desde os custos de produção e transporte até a comercialização no varejo. Para produtores rurais, atacadistas e comerciantes, as variações de preços são um indicador relevante do comportamento do mercado, embora o IPCA não permita identificar isoladamente as causas das altas nem medir a rentabilidade dos agricultores.
No Acre, o resultado de Rio Branco ficou abaixo da média nacional. A capital registrou inflação de 0,53% em setembro, acumulando 3,34% no ano e 4,21% em 12 meses. Segundo o IBGE, a menor variação mensal foi influenciada pelos recuos de 14,13% nas passagens aéreas e de 7,40% nos ovos de galinha. A energia elétrica residencial teve redução tarifária de 5,20% na capital, a partir de 26 de agosto, devido à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acompanha a inflação para famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos e chefe assalariado, também apresentou alta em setembro. O indicador avançou 0,82% no país, acumulando 4,01% no ano e 4,29% em 12 meses. Em Rio Branco, a variação foi de 0,62%, com acumulado de 3,50% em 2026 e 4,12% em 12 meses.
Os indicadores mostram que, embora a inflação de setembro tenha sido menor em Rio Branco do que no conjunto do país, os preços continuam sendo um fator importante para o orçamento das famílias e para o acompanhamento do mercado de alimentos. Para o setor agropecuário, a evolução dos preços precisa ser observada junto a informações de produção, custos, oferta e demanda para avaliar os efeitos sobre produtores e consumidores.
