Florada Premiada

“A gente sabe quanto é difícil trabalhar com café especial”, diz uma das finalistas

Laires Maria destaca trabalho feito por mulheres na produção de café especial que colocou o estado entre os finalistas do Florada Premiada

Por Luiz Eduardo Souza ·

A produção de um café especial feita integralmente por mãos femininas levou a produtora acreana Laires Maria à final do Florada Premiada, concurso nacional voltado à valorização da cafeicultura feminina. O reconhecimento coloca o Acre em evidência entre produtoras que vêm investindo em qualidade, cuidados na colheita e técnicas de pós-colheita para alcançar melhores resultados na bebida.

Para Laires, chegar à final representa o reconhecimento de um trabalho que envolveu uma equipe formada por mulheres durante diferentes etapas da produção, desde a colheita até o processo de fermentação.

> “Eu me sinto extremamente lisonjeada de estar entre essas mulheres finalistas de um concurso tão importante para o nosso país. A gente sabe o quanto é difícil trabalhar com café especial, principalmente para nós, mulheres. Todo esse processo de colheita e fermentação foi feito por mãos femininas. É um processo demorado e cansativo, mas esse café foi produzido 100% por mãos de mulheres”, afirmou.

A produtora destaca que o resultado não representa apenas a qualidade de um lote de café, mas o trabalho coletivo de mulheres que participaram da produção e compartilharam o objetivo de alcançar uma posição de destaque na competição nacional.

“Mais que um café especial, é a dedicação de muitas mulheres trabalhando juntas. Gostaria de agradecer à minha equipe de mulheres que sonharam junto comigo”, disse Laires.

A produção também contou com acompanhamento e suporte técnico ao longo do processo. Laires reconhece o apoio recebido da Secretaria de Estado de Agricultura, além do trabalho de Michelma e Genilson, que acompanharam as etapas de produção do café especial.

> “A Secretaria de Agricultura do Estado do Acre vem desenvolvendo um papel muito importante no nosso estado, nos dando apoio e incentivo para que nós, mulheres, possamos conseguir realizar um bom trabalho. A Michelma e o Genilson sempre deram todo o suporte necessário desde o início da colheita do café especial até a etapa final”, relatou.

Segundo a produtora, a participação no concurso também evidencia os desafios enfrentados por quem trabalha com cafés especiais. Diferentemente da produção convencional, a busca por qualidade exige atenção em todas as etapas, principalmente na seleção dos frutos, colheita e processamento.

O trabalho desenvolvido no Acre acompanha o avanço da cafeicultura de qualidade no estado, que nos últimos anos tem ampliado a participação de produtores em concursos, avaliações sensoriais e iniciativas voltadas à valorização dos cafés produzidos na região.

Laires também agradeceu à Coopercafé pelo suporte recebido durante a produção.

“Gostaria também de agradecer à Coopercafé por dar todo o suporte que eu precisava”, afirmou.

A presença de Laires entre as finalistas do Florada Premiada representa ainda um espaço de visibilidade para as mulheres que atuam na cafeicultura acreana. Da lavoura ao processamento, o trabalho feminino tem ganhado espaço em uma cadeia que exige cada vez mais conhecimento técnico e cuidado para transformar o fruto colhido em um café de maior qualidade.

Para Laires, a classificação é resultado de um esforço coletivo. O café que chegou à etapa nacional carrega, além das características buscadas na bebida, a participação de uma equipe de mulheres que acompanhou o processo e compartilhou o sonho de levar a produção acreana a uma competição de alcance nacional.

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