Norte do país impulsiona alta do varejo e agronegócio ajuda aquecer vendas

Amazonas teve um dos maiores crescimentos do país e avanço em segmentos ligados ao agro e combustíveis reforçou atividade econômica na região

Redação
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(Foto: Secom)

O comércio varejista brasileiro registrou crescimento de 0,5% em março de 2026 na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados pelo IBGE. Na Região Norte, o destaque ficou para o Amazonas, que apresentou uma das maiores altas do país, com avanço de 3,7% nas vendas do varejo.

Mesmo sem dados específicos do Acre no levantamento mensal, o desempenho regional acompanha o movimento de aquecimento econômico observado em estados da Amazônia, impulsionado principalmente pelos setores de combustíveis, supermercados, veículos, materiais de construção e atividades ligadas ao agronegócio.

No comércio varejista ampliado — que inclui veículos, peças e materiais de construção — o Amazonas liderou o crescimento nacional em março, com alta de 8,4% frente ao mês anterior. Já o Tocantins registrou uma das maiores expansões do país na comparação com março de 2025, avançando 15,1%.

Entre os segmentos que mais cresceram no Brasil aparecem combustíveis e lubrificantes, com alta de 7,6% na comparação anual, além do atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que avançou 8,7%. O resultado é visto como reflexo direto da movimentação das cadeias produtivas do agro, principalmente transporte, armazenamento e distribuição de alimentos.

O setor de material de construção também voltou a crescer, com alta de 8,1% em relação a março do ano passado, enquanto veículos e motos avançaram 12,6%, puxando o desempenho do varejo ampliado.

Segundo o IBGE, o varejo teve crescimento em 24 das 27 unidades da federação na comparação anual. Pernambuco liderou a expansão do comércio varejista, com alta de 14,2%, seguido do Distrito Federal e Rio Grande do Norte.

No acumulado do ano, o comércio varejista brasileiro registra crescimento de 2,4%, enquanto o varejo ampliado acumula alta de 1,9%.

O avanço do comércio em estados do Norte e Nordeste também acompanha a maior circulação de renda ligada às cadeias do agronegócio, transporte de produção agrícola e consumo regional, especialmente em setores ligados a combustíveis, alimentos e logística.

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