Indústria cresce em fevereiro com destaque para o Norte

Avanço em estados como Pará e Amazonas puxa resultado regional, enquanto desempenho nacional segue pressionado na comparação anual

Redação
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Aquecimento da produção impulsiona faturamento industrial, mas mercado de trabalho segue estável. Foto: © CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

A produção industrial brasileira avançou 0,9% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, com resultados positivos em 11 dos 15 locais pesquisados, segundo dados da IBGE. Na Região Norte, o desempenho ajudou a sustentar o crescimento nacional, com destaque para Pará e Amazonas, que registraram altas acima da média do país.

O Pará teve crescimento de 2,7% no mês, enquanto o Amazonas avançou 1,7%, ambos superando o índice nacional. O resultado reforça o peso das atividades industriais da região, especialmente ligadas à mineração e ao polo industrial de Manaus, no comportamento recente da indústria brasileira.

No cenário geral, os maiores avanços foram observados no Espírito Santo (11,6%) e no Rio Grande do Sul (6,7%), ambos recuperando perdas acumuladas nos meses anteriores. Também apresentaram crescimento relevante estados como Bahia (3,2%), Ceará (2,5%) e Santa Catarina (1,0%).

Por outro lado, Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%) lideraram as quedas em fevereiro, evidenciando a heterogeneidade do desempenho industrial no país.

Apesar do crescimento mensal, o setor ainda mostra fragilidade na comparação com o mesmo período do ano passado. Frente a fevereiro de 2025, a indústria nacional recuou 0,7%, com nove dos 18 locais pesquisados apresentando queda na produção. Entre eles, o Amazonas registrou retração de 7,2%, enquanto o Pará teve leve alta de 0,4%.

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), a indústria brasileira também apresenta ligeira queda de 0,2%. Na Região Norte, o cenário é misto: o Pará acumula alta de 0,5%, enquanto o Amazonas registra retração mais significativa, de 7,1%, refletindo dificuldades no início de 2026.

Outro indicador importante, a média móvel trimestral, cresceu 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro, interrompendo uma sequência de resultados negativos iniciada em outubro de 2025. Ainda assim, o ritmo de recuperação é considerado moderado.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, a indústria nacional mantém leve alta de 0,3%, mas com perda de fôlego em relação aos meses anteriores. Esse movimento indica que, apesar de avanços pontuais — como os observados na Região Norte —, o setor ainda enfrenta desafios para consolidar uma trajetória consistente de crescimento.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF), que acompanha o desempenho das indústrias extrativas e de transformação em 17 estados e no Nordeste como um todo. A próxima divulgação, referente a março de 2026, está prevista para maio.

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