A engenheira agrônoma Letícia Ferreti lembrou, na entrevista que concedeu ao agro24cast, de um problema que precisou resolver na propriedade de um dos maiores produtores de soja da região.
Na fazenda, estava sendo construída uma câmara fria. A obra ainda estava inacabada. A equação que precisava ser resolvida precisava responder à seguinte pergunta: “o que fazer para não perder as sementes que já haviam sido adquiridas?”.
Depois de muita discussão, a engenheira agrônoma apresentou a proposta da construção de uma estufa. A ideia foi recebida com desconfiança, inclusive por parte de consultores externos. “À época, eu fazia parte da equipe da Casa da Lavoura e o Seu Valmir perguntou: ‘É a estufa mesmo o que temos que fazer?’ E eu respondi: ‘É a estufa’. E foi o que nós fizemos”, lembra Ferreti.
Construída com “paredes” dupla de lona e com ar condicionado, a estufa saiu do chão. Foram acomodadas em cima dos pallets. Passado o tempo, foi feito o teste de germinação e as sementes alcançaram 96% de capacidade de germinar. Estavam dentro da média e poderiam, com esse dado, ser plantadas. “Foi desafiador”, comemora a proprietária da AgroF.
