CNA define crédito e defesa fitossanitária como prioridades da fruticultura

Comissão Nacional debate renegociação de dívidas, risco de novas pragas e oportunidades no mercado internacional

Luiz Eduardo Souza
Comissão Nacional de Fruticultura da CNA se reúne para definir prioridades do setor em 2026, com foco em crédito rural, defesa fitossanitária e oportunidades no mercado internacional. Foto: Reprodução.

A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na terça-feira (3) para discutir as principais ações estratégicas do setor para 2026. Entre as prioridades definidas estão a ampliação do acesso ao crédito rural, com a adoção de instrumentos de mitigação de risco para reduzir taxas de juros e facilitar o financiamento, além da necessidade de renegociação de dívidas em casos de perdas provocadas por eventos climáticos.

O fortalecimento das estratégias de manejo e prevenção de desafios fitossanitários também esteve no centro do debate. A comissão destacou a importância de ampliar medidas preventivas para evitar a entrada de novas pragas e doenças por meio das importações, assim como intensificar o monitoramento e as ações de contenção no território nacional.

Durante a reunião, foram avaliadas as ações de enfrentamento a emergências fitossanitárias que afetam a fruticultura, como a mosca-da-carambola e a monilíase do cacaueiro. Representantes estaduais manifestaram preocupação com o risco de entrada do fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense Raça 4 Tropical (R4T), especialmente diante de uma eventual abertura de mercado para importações de banana oriundas do Equador. O impacto potencial atinge milhares de produtores, considerando a dificuldade de manutenção da atividade após a contaminação das lavouras.

Também foi discutida a suspensão imediata e temporária da importação de amêndoas fermentadas e secas da Costa do Marfim, medida adotada para evitar a triangulação de produtos de origens não autorizadas, como Camarões e Nigéria, ou que não atendam aos requisitos sanitários exigidos.

Para 2026, a Comissão propôs a realização de um levantamento em parceria com as Federações estaduais para mapear situações que demandem atenção e orientar uma atuação coordenada entre governos federal e estaduais e o setor produtivo na prevenção e contenção de pragas e doenças, com o objetivo de reduzir impactos produtivos e econômicos.

No cenário internacional, foram apresentados os desdobramentos do Acordo Mercosul-União Europeia, com destaque para as oportunidades ao agro brasileiro. A União Europeia ofertou isenção tarifária imediata para frutas como goiaba, manga e mangostão. O abacate terá tarifa zerada em quatro anos, enquanto a banana contará com isenção imediata para uma cota de 75 toneladas.

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