Missão brasileira na Ásia busca destravar exportações de feijão e carne

Uma das metas é abrir o mercado de carne bovina da Coreia do Sul, um dos três mais estratégicos ainda fechados ao Brasil

Redação
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Café, milho e soja foram os principais produtos da pauta exportadora do agro em janeiro. Foto: Reprodução.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começa nesta quarta-feira, 18, uma visita à Ásia que deve passar pela Índia e Coreia do Sul. A primeira parada da comitiva é a capital indiana, Nova Delhi. A intenção é estreitar laços comerciais, o que pode trazer resultados para o agronegócio brasileiro. 

Além de Lula, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também participam da visita. Como adiantado pelo Agro Estadão, alguns temas são de interesse do setor agropecuário do Brasil, especialmente, abertura de mercados considerados importantes. 

Índia

País mais populoso do mundo, a Índia foi o nono principal destino das vendas de produtos agropecuários em 2025, de acordo com dados da plataforma AgroStat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Foram mais de US$ 2,9 bilhões comercializados, sendo os itens do complexo sucroalcooleiro e do complexo de soja os de maior valor negociado. 

A visita busca expandir esse volume de comércio, o que pode ser a partir da abertura de mercado para a exportação de feijão guandu. Além disso, o governo afirmou que espera avançar com as negociações envolvendo uma ampliação do acordo comercial entre Mercosul e o país asiático. 

Também está prevista uma participação de Lula no Fórum Empresarial Brasil-Índia. O evento deve reunir mais de 300 empresários e entre os painéis temáticos estão assuntos como minerais estratégicos críticos, segurança alimentar e agricultura familiar. 

Coreia do Sul 
A partir do dia 22, a comitiva brasileira inicia a visita em Seul, capital da Coreia do Sul. Por lá, também é esperada a participação do presidente brasileiro em um encontro chamado Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul. A expectativa é de que cerca de 230 empresários participem do evento, que deve contar com representantes de setores como açúcar e álcool. 

Na Coreia, a expectativa do setor de Relações Internacionais do Mapa é reativar negociações que andam mornas. Uma delas é a abertura do mercado de carne bovina, tida como um dos três mercados ainda não abertos de maior interesse dos exportadores brasileiros da proteína. 

Outro tema que será discutido com as autoridades sul-coreanas é a ampliação das áreas reconhecidas como livre de febre aftosa sem vacinação. A intenção é aumentar os Estados brasileiros que podem enviar carne suína para a Coreia do Sul, já que, atualmente, apenas Santa Catarina tem essa autorização. Também deve-se buscar a abertura do mercado de uva. 

A Coreia do Sul foi o 16º país nas vendas internacionais de produtos agropecuários brasileiros. Ao todo, os sul-coreanos compram mais de US$ 2,4 bilhões, sendo itens do farelo de soja, soja em grãos, carne de frango, álcool e café verde os principais itens.  

Fontes:Estadão Agro
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