Biocombustíveis do agro ajudam a reduzir emissões de carbono no Carnaval de rua

Uso de combustíveis renováveis pode mitigar impacto ambiental gerado por trios elétricos e geradores nas grandes capitais

Redação
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O agronegócio brasileiro tem contribuído para a redução das emissões de carbono durante o Carnaval, especialmente nos eventos de rua, por meio do uso de biocombustíveis que podem substituir o diesel nos trios elétricos, caminhões e geradores de energia que movimentam os blocos nas principais capitais do país.

Em São Paulo, cerca de 630 blocos desfilam durante o período carnavalesco, mobilizando uma grande estrutura logística. Trios elétricos, caminhões de apoio e geradores funcionam por várias horas seguidas, em sua maioria abastecidos com diesel, concentrando emissões significativas de dióxido de carbono (CO₂) em poucos dias de festa.

Com base em parâmetros do GHG Protocol, o consumo médio desses veículos pode chegar a 70 litros de diesel por percurso. Considerando o volume de operações ao longo do Carnaval, as emissões podem ultrapassar 100,8 toneladas de CO₂ apenas nesse período.

Como o diesel ainda é o principal combustível utilizado nesses equipamentos, o funcionamento contínuo durante horas contribui para a liberação não apenas de CO₂, mas também de outros poluentes atmosféricos, especialmente em áreas densamente povoadas.

Nesse contexto, a substituição parcial ou total por biocombustíveis — como biodiesel e etanol — surge como alternativa para reduzir a pegada de carbono do evento, alinhando a celebração popular a práticas mais sustentáveis e reforçando o papel do agro brasileiro na transição energética.

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