Com exceção do Paraná, cotações se mantêm estáveis; queda no custo da ração impulsiona rentabilidade no campo
As cotações da tilápia seguem firmes neste início de 2026 na maior parte das praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A única exceção é o Paraná, onde os preços apresentaram comportamento distinto, segundo informou o Centro nesta quarta-feira (11).
O cenário de estabilidade nos valores pagos ao produtor, combinado com o recuo nos preços da ração observado nos últimos meses, elevou o poder de compra da atividade. Em janeiro, o indicador atingiu o maior patamar da série histórica do Cepea, iniciada em julho de 2021.
A melhora na relação de troca reforça o momento positivo para o setor, já que a alimentação representa uma das principais fatias do custo de produção na piscicultura.
Exportações recuam na comparação anual
No mercado externo, o volume exportado em janeiro superou o registrado em dezembro, mas ficou abaixo do observado no mesmo mês de 2025.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Cepea, o Brasil exportou 916 toneladas de tilápia e produtos secundários em janeiro de 2026. O volume representa alta de 3,6% frente a dezembro, porém queda de 45,5% na comparação anual.
Mesmo com a retração nas exportações em relação ao ano passado, o mercado doméstico segue sustentando as cotações, favorecido pela redução dos custos de produção e pela demanda interna aquecida.
