Apesar do bom desempenho do setor agropecuário no Brasil em 2025, com saldo positivo de 41.870 empregos formais, a Região Norte foi a única do país a encerrar o ano com mais demissões do que admissões, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP).
No comparativo regional, o Sudeste liderou a geração de empregos no agro, com 23,6 mil novas vagas, seguido pelo Centro-Oeste (9,6 mil), Nordeste (5,8 mil) e Sul (4,5 mil). Já o Norte registrou saldo negativo de 1,9 mil postos de trabalho, destoando do movimento nacional impulsionado pela safra recorde.
Especialistas apontam que o desempenho negativo da região está relacionado à retração em atividades específicas, como o cultivo de dendê, que encerrou 2025 com perda de 3.981 vagas, além das atividades de apoio à produção florestal (-1.101) e da extração de madeira em florestas plantadas (-790) — setores com forte presença na economia rural da região.
Mesmo com o resultado negativo, o agro segue relevante na geração de renda no Norte, mas os números indicam desafios estruturais, como a dependência de cadeias produtivas mais sensíveis a oscilações de mercado, custos logísticos elevados e menor diversificação produtiva.
No cenário nacional, a safra recorde de 2025 foi apontada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) como um dos principais fatores para o avanço do emprego no campo, sobretudo no primeiro semestre do ano. No entanto, esse movimento não se refletiu de forma homogênea em todas as regiões do país.
