Os preços praticados na pecuária do Acre seguem mostrando um claro descompasso entre a valorização da reposição e a arroba do boi gordo. Garrotes, bezerros e bois magros são negociados em patamares elevados, enquanto o animal terminado permanece com preços abaixo das principais praças do país.
No segmento de machos anelorados, o boi magro de 12 arrobas é cotado, em média, a R$ 3.600 por cabeça, e o garrote de 10 arrobas alcança R$ 3.050. O bezerro de 8 arrobas é negociado a R$ 2.593,75, enquanto o animal de desmama (6,5 arrobas) atinge R$ 2.425.
Entre os machos mestiços, o boi magro de 11,5 arrobas registra preço médio de R$ 3.060 por cabeça, e o garrote de 8,5 arrobas gira em torno de R$ 2.520,67.
Nas fêmeas aneloradas, a vaca boiadeira de 10,5 arrobas é comercializada a cerca de R$ 2.650, enquanto a novilha de 9 arrobas chega a R$ 2.287,50. Já nas fêmeas mestiças, a vaca boiadeira apresenta média de R$ 2.252,50, e a novilha de 8,5 arrobas é negociada a R$ 1.944,50.
Apesar da firmeza na reposição, o boi gordo no Acre segue negociado em torno de R$ 280 por arroba, com a vaca gorda próxima de R$ 260. Em comparação, em São Paulo, a arroba do boi gordo já opera perto de R$ 350.
Os insumos seguem pressionando os custos no estado. A saca de milho varia entre R$ 85 e R$ 90, enquanto o sal mineral é vendido, em média, a R$ 128 a saca — valores bem acima dos registrados em estados do Centro-Oeste.
