Em safra no Acre, noni segue fora das feiras, mas ganha destaque pelos benefícios à saúde

Comum em quintais e pouco presente no comércio, fruta é consumida principalmente em sucos e preparados artesanais

Luiz Eduardo Souza
Em período de safra no Acre, o noni é mais comum em quintais do que nas feiras, sendo consumido principalmente por seus benefícios à saúde. Foto: Luiz Eduardo.

Em período de safra no Acre, o noni é uma fruta que passa quase despercebida nas feiras e mercados, apesar de estar presente em muitos quintais urbanos e rurais. De sabor forte e consumo restrito, a fruta ganha espaço principalmente pelo uso tradicional e pelos benefícios à saúde atribuídos por quem cultiva e consome.

Originário do Sudeste Asiático e adaptado às condições tropicais, o noni (Morinda citrifolia) encontrou no clima amazônico um ambiente favorável para o desenvolvimento. No Acre, o cultivo é comum em quintais, pequenas propriedades e áreas de agricultura familiar, mas ainda sem expressão comercial significativa.

A baixa presença da fruta nas feiras e mercados está ligada, principalmente, ao cheiro intenso, ao sabor amargo e à forma de consumo, que raramente ocorre in natura. Em geral, o noni é utilizado no preparo de sucos, polpas e misturas com outras frutas, como abacaxi, acerola e laranja, para suavizar o sabor.

Mesmo fora do circuito comercial, o noni é valorizado por seus benefícios nutricionais e funcionais, sendo associado, na medicina tradicional, ao fortalecimento do sistema imunológico, à ação antioxidante e ao auxílio no processo digestivo. A fruta contém compostos bioativos, vitaminas e minerais que despertam interesse tanto de consumidores quanto de pesquisadores.

Especialistas, no entanto, alertam que o consumo deve ser moderado. Em excesso, o noni pode causar efeitos adversos, especialmente em pessoas com problemas hepáticos. Por isso, a orientação é que o uso seja feito com cautela e, preferencialmente, com acompanhamento profissional.

No Acre, o noni representa um exemplo de fruta que permanece ligada aos saberes tradicionais e ao consumo doméstico, mesmo em período de safra. Ainda que tenha potencial nutricional e funcional, a ampliação da presença no mercado depende de maior aceitação do consumidor, informação adequada e estudos que garantam segurança e qualidade no consumo.

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