Os preços do cacau recuaram para o menor patamar em dois anos na bolsa de Londres, enquanto o café também registrou forte desvalorização nos mercados internacionais, refletindo um cenário de oferta elevada e enfraquecimento da demanda global. O movimento de queda foi observado em meio a ajustes técnicos e à reavaliação dos fundamentos do mercado por investidores e traders.
No caso do cacau, os contratos futuros negociados em Londres chegaram a cair cerca de 6,7%, encerrando o pregão em torno de 2.885 libras por tonelada, após atingirem mínimas ainda mais baixas ao longo do dia. A pressão sobre os preços é atribuída principalmente à demanda mais fraca, o que tem contribuído para o aumento dos estoques nos principais países produtores da África Ocidental, como Costa do Marfim e Gana, responsáveis por grande parte da oferta mundial.
Já o mercado de café também apresentou perdas expressivas. Os contratos futuros do arábica negociados em Nova York recuaram aproximadamente 4,4%, sendo cotados perto de US$ 3,51 por libra-peso. Analistas apontam que a queda ocorre após uma recuperação considerada pontual nas semanas anteriores, em um contexto de expectativa de maior produção brasileira, principal fator de influência sobre o mercado global.
Além do cacau e do café, outras commodities agrícolas também operaram em baixa. Os preços do açúcar bruto e do açúcar branco apresentaram recuos moderados, acompanhando o sentimento mais cauteloso dos investidores diante de fundamentos menos favoráveis no curto prazo.
O cenário reflete um momento de maior volatilidade nos mercados de commodities, influenciado tanto por fatores climáticos e produtivos quanto por movimentos cambiais e ajustes nas posições especulativas. Especialistas destacam que, apesar das quedas recentes, o comportamento dos preços nos próximos meses dependerá da evolução da demanda global e das condições das próximas safras, especialmente nos grandes países produtores.
