O Brasil caminha para registrar a maior safra de grãos de sua história no ciclo 2025/26. De acordo com o 4º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional pode alcançar cerca de 353 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pela soja, mesmo diante de desafios climáticos em algumas regiões produtoras.
A estimativa representa um crescimento em relação à safra anterior e reflete tanto a ampliação da área plantada, que deve chegar a aproximadamente 83,8 milhões de hectares, quanto a expectativa de recuperação de produtividade em culturas estratégicas. O levantamento ainda é preliminar e pode sofrer ajustes ao longo do ciclo agrícola, à medida que o plantio e a colheita avançam no país.
A soja segue como o principal motor da produção brasileira de grãos, concentrando a maior área cultivada e respondendo pela maior parcela do volume estimado. A Conab projeta uma colheita robusta, sustentada pela expansão de área em estados do Centro-Oeste e do Matopiba, além de boas expectativas de mercado para exportação e processamento interno.
O milho, segunda principal cultura do país, também mantém papel relevante na composição da safra, somando as três etapas de cultivo. Apesar de oscilações climáticas e ajustes de área em algumas regiões, o cereal continua estratégico para o abastecimento interno, a produção de ração animal e o setor de biocombustíveis.
O relatório destaca ainda que o desempenho da safra está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo, com registros de chuvas irregulares e períodos de estiagem pontual em algumas áreas produtoras. Esses fatores seguem no radar da Conab e podem influenciar as próximas revisões dos números.
Regionalmente, a produção de grãos permanece fortemente concentrada no Centro-Sul do país, responsável por mais de 80% do volume nacional, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul. As regiões Norte e Nordeste também contribuem de forma significativa, especialmente com soja, milho e arroz, além de culturas adaptadas às condições locais.
Caso as projeções se confirmem, a safra 2025/26 reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de grãos do mundo, com impacto direto na balança comercial, no abastecimento interno e na formação de preços no mercado global de alimentos.
