A cadeia produtiva da carne bovina no Acre não tem do que reclamar do ano de 2025. Os números mostram um cenário muito positivo. Aumentou o número de abate, mesmo com o expressivo e inédito volume de saída de bois para outros estados e as exportações também aumentaram.
Chama a atenção a taxa de desfrute: 20,08%, ainda está abaixo da taxa nacional (na média, próxima de 21%). Mas é uma taxa incomum. Isso indica que as propriedades estão eficazes nos processos de produção, aplicando técnicas corretas. Isso tem ocasionado, por exemplo, uma precocidade também incomum para a rotina dos pastos daqui. “Tem animal sendo abatido de três anos pra baixo”, constata o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre, Francisco Thum.
Todos os elos da cadeia cresceram, apesar de todos os gargalos relacionados à regularização fundiária e embargos ambientais.
No que se refere aos frigoríficos, por exemplo: só no mês de dezembro, foram abatidas 56.635 cabeças nos frigoríficos e abatedouros. Desse total, 57,07% foram fêmeas e 42,93% machos, um padrão comum na pecuária do país. No ano de 2025, o acumulado foi de 664.455 cabeças. De acordo com o Departamento Técnico da Faeac, “o abate apresentou aumento de 6,37% em relação a novembro, com acréscimo de 3.390 cabeças, e um crescimento de 10,87% em relação ao ano de 2024”.
O boletim informa ainda que “o SIF concentrou 71,7% dos abates no mês, seguido pelo SIE (23,7%) e SIM (4,6%)”. SIE é o Sistema de Inspeção Estadual e o SIM é o sistema municipal.
Saída
A saída de gado do Acre foi um dos pontos de maior tensão na relação entre produtores e frigoríficos no ano de 2025. Foram 378.808 cabeças saídas do Acre para serem beneficiadas em outros estados. É um crescimento de 74,65% comparado a 2024. É um volume inédito de saída. Dezembro contribuiu com a saída de 27.246 cabeças.
Exportações
O Acre exportou 5.693,7 toneladas de carne em 2025, com movimentação calculada em US$ 27,57 milhões, superando o que foi vendido em 2024. “As exportações de carne bovina totalizaram 467,5 toneladas em dezembro, com receita de US$ 2,64 milhões”, pontua o boletim.
Desfrute
A taxa de desfrute do rebanho bovino em 2025 foi estimada em 20,08%, indicador que reflete o nível de giro e eficiência produtiva da atividade no estado. Esse é um indicativo qualitativo que expressa mudanças importantes na rotina do produtor. “A taxa de desfrute está bem sim. Demonstra evolução dos fatores de produção: genética, manejo, nutrição e sanidade”, analisou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez.
Não foi possível informar nesta edição do boletim se houve aumento do plantel acreano porque os dados da declaração de rebanho de 2025 ainda não foram integralmente contabilizados pelo Idaf. A expectativa é que sejam divulgados na próxima semana.
