Soja sobe quase 2% em Chicago após novas compras da China

Confirmação de aquisições chinesas de soja norte-americana impulsiona cotações, mas analistas mantêm cautela sobre continuidade da alta

Luiz Eduardo Souza
Agronegócio foi o principal motor do crescimento de 14,7% no PIB acreano em 2023, segundo o IBGE.

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira em alta na Bolsa de Chicago, impulsionados pela confirmação de que a China fez novas compras do grão produzido nos Estados Unidos. Segundo informações oficiais, Pequim adquiriu entre 10 e 12 navios de soja norte-americana, o equivalente a cerca de 600 mil toneladas, movimentando o mercado e elevando os preços das posições negociadas. 

O contrato para janeiro/26 fechou cotado a US$ 10,47 por bushel, com alta de aproximadamente 1,75%, enquanto os vencimentos de março e maio também avançaram, refletindo o impacto positivo das compras chinesas. 

Apesar do movimento de alta, analistas ressaltam que o avanço observado na CBOT foi pontual e não altera os fundamentos mais amplos do mercado, que continuam sendo ditados por fatores como a evolução da demanda global, dados de embarques efetivos e condições climáticas nas grandes regiões produtoras da América do Sul. 

A expectativa dos operadores agora é acompanhar se esse ritmo de compras por parte da China continuará nos próximos pregões, especialmente diante de fatores macroeconômicos e de relação comercial entre Pequim e os principais países exportadores de soja. 

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