O mercado da soja ao longo do último ano foi marcado por forte volatilidade, reflexo de uma combinação de fatores produtivos e geopolíticos. No primeiro momento, os preços sofreram pressão com a entrada de uma safra recorde no Brasil, ampliando a oferta no mercado internacional e impactando as cotações.
Na sequência, o cenário passou a ser influenciado pelas tensões comerciais globais, em especial entre Estados Unidos (EUA) e China. Como consequência desse ambiente, houve um aumento da demanda chinesa pela soja brasileira, movimento que ajudou a sustentar os preços em determinados períodos e reforçou a importância do Brasil como principal fornecedor do grão ao país asiático.
Ao final do ano, entretanto, o foco do setor começou a se deslocar para 2026, principalmente para o primeiro trimestre. Esse período é considerado decisivo para a formação dos preços, já que a entrada de uma nova grande safra sul-americana tende a definir o comportamento do mercado interno e internacional.
Além da produção, outro fator acompanhado de perto pelos agentes do mercado é o acordo comercial entre Washington e Pequim. Persistem dúvidas quanto ao ritmo das compras de soja norte-americana pela China, o que pode influenciar diretamente o fluxo do comércio global e a competitividade do produto brasileiro.
A combinação entre oferta elevada, cenário geopolítico e decisões estratégicas dos grandes compradores deve seguir como principal vetor de volatilidade para a soja no início de 2026.
