Mesmo com queda, Acre mantém combustível mais caro do Brasil

Mesmo com recuo em novembro, Acre é o 2º no ranking nacional da gasolina e lidera no diesel

Luiz Eduardo Souza
Empresa destaque que ficou mais interessante abastecer com etanol no Acre. (Foto: ac24horas)

Um levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos, aponta que o preço médio da gasolina no Acre registrou queda de 1,92% em novembro de 2025, na comparação com outubro. Apesar da redução, o estado continua entre os mais caros do país, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Roraima.

De acordo com os dados, o valor médio do litro da gasolina passou de R$ 7,594 em outubro para R$ 7,448 em novembro, uma redução de R$ 0,146. A queda segue a tendência observada em toda a região Norte e reflete, segundo a ValeCard, o repasse ao consumidor da redução de 4,9% aplicada pela Petrobras às distribuidoras no mês anterior. No cenário nacional, o preço médio da gasolina teve recuo mais tímido, de 0,27%, passando de R$ 6,388 para R$ 6,371.

Já o etanol apresentou estabilidade no Acre. O preço médio permaneceu em R$ 5,290 nos dois meses analisados, sem variação percentual. O comportamento contrasta com o registrado em outras unidades da federação, já que 17 estados apresentaram queda no valor do biocombustível no mesmo período.

Mesmo sem aumento, o etanol não é considerado financeiramente vantajoso no estado. Pela metodologia da ValeCard, o biocombustível só compensa quando custa até 70% do preço da gasolina. No Acre, essa relação ficou em 71%, acima do limite recomendado.

O diesel S-10 manteve o Acre no topo do ranking nacional de preços. Em novembro, o litro permaneceu em R$ 7,424, sem alteração em relação a outubro, consolidando o estado como o mais caro do país para esse combustível, à frente de Roraima e Amapá.

Segundo a ValeCard, enquanto outras regiões do Brasil registraram quedas ou oscilações leves nos preços, o Norte segue concentrando os maiores valores médios do diesel, cenário atribuído principalmente a fatores logísticos e de distribuição.

O levantamento considerou transações realizadas entre 1º e 26 de novembro de 2025 em mais de 25 mil postos de combustíveis em todo o país. Os dados refletem os valores médios efetivamente pagos pelos motoristas nos estabelecimentos da rede credenciada. As informações referentes a dezembro ainda não foram divulgadas.

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