A observação da Lei Orçamentária Anual oferece várias “leituras” para buscar entender a atual execução da política agrícola no Município de Rio Branco. Sob a digital de Tião Bocalom, estão os orçamentos a partir de 2022. Nas últimas quatro edições da LOA, o orçamento da Secretaria Municipal de Agropecuária é marcado por oscilações.
Em 2022, por exemplo, o prefeito pretendia aplicar, com recursos próprios, R$ 19.098,00. Somados à coluna “Outras Fontes” (R$ 5.562.299,00), a política agrícola do município tinha apenas R$ 24. 660.610,00.
Em 2023, com recursos próprios, o prefeito disse que aplicaria R$ 50.030.013,00 na Agricultura de Rio Branco. Somados a R$ 8.401.000,00, resultou em R$ 58.431.013,00.
Ano passado, já houve uma queda significativa nos recursos próprios destinados à Agricultura. Foram R$ 35.080.013 dos cofres da própria prefeitura. Ano eleitoral e as parcerias estratégicas levaram a coluna “Outras Fontes” a se agigantar: foram R$ 29.050.000. O que resultou em R$ 64.130.013,00.
Se ano passado, um ano eleitoral, foi um ano em que, na peça orçamentária, houve a maior previsão de recursos para o setor agrícola, o que pode explicar as dezenas de imagens registradas de ramais intrafegáveis, mesmo em regiões relativamente próximas à Capital? Se alguém executou os recursos, as imagens não mentem, alguém aplicou mal o dinheiro público.
Para o ano de 2025, a Seagro tem previsão orçamentária de R$ 39,6 milhões. A reportagem teve como referência a Lei Orçamentária Anual que está disponível no site da Câmara de Vereadores de Rio Branco.