Frente Parlamentar da Agropecuária sugere cautela em relação à reciprocidade

Acionar agora Lei de Reciprocidade pode afetar negociações do setor produtivo brasileiro no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos

Por
FPA omite fator político que alimenta medidas contra o Brasil e sugere cautela por parte do Palácio do Planalto. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Em nota, a Frente Parlamentar da Agropecuária recomenda cautela do governo brasileiro no que se refere à aplicação da Lei da Reciprocidade. A articulação política que alimenta a postura do governo norte-americano foi ignorada no documento. Leia a íntegra.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) acompanha com atenção o avanço das discussões em torno da Lei nº 15.122/2025 (Lei de Reciprocidade Comercial), que estabelece mecanismos de equilíbrio nas relações comerciais do Brasil com parceiros internacionais.

Diante das incertezas geradas pela política tarifária recente dos Estados Unidos — incluindo a adoção de tarifas elevadas sobre produtos brasileiros —, a FPA defende cautela na aplicação imediata da Lei de Reciprocidade, priorizando critérios técnicos e comerciais.

Começa no dia 3 de setembro próximo, em Washington (EUA), a etapa de defesa oral de diversas entidades e representantes do setor produtivo brasileiro no processo formal conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Trata-se de uma agenda estratégica para apresentar argumentos técnicos em defesa dos produtos brasileiros e buscar a reversão ou mitigação das barreiras comerciais impostas ao país. 

A avaliação prematura de contramedidas neste momento pode enviar sinalizações equivocadas e comprometer a própria estratégia de negociação internacional do Brasil.

A Frente reconhece o valor da Lei como instrumento legítimo de defesa econômica, mas reforça que sua utilização precisa respeitar o devido processo e o momento estratégico. O Decreto nº 12.551/2025, que regulamenta a aplicação da norma, prevê instâncias técnicas como a Camex (Câmara de Comércio Exterior), que devem ser ouvidas e respeitadas antes de qualquer deliberação.

A FPA defende que o Brasil atue com firmeza, mas também com sensatez. O setor produtivo precisa de previsibilidade, estabilidade regulatória e responsabilidade institucional — especialmente em tempos de elevada volatilidade comercial no cenário global.

Frente Parlamentar da Agropecuária

Compartilhar esta notícia
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile