O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que estabelece a obrigatoriedade da rastreabilidade eletrônica do rebanho brasileiro a partir de 2027. A medida visa atender às exigências sanitárias dos mercados internacionais e fortalecer o controle sanitário nacional. A implementação será gradual, com etapas específicas para diferentes categorias de movimentação do rebanho.
A partir de 2027, a identificação eletrônica será obrigatória para animais vacinados contra brucelose e aqueles incluídos em protocolos privados. A identificação será feita por meio de dispositivos eletrônicos, como brincos ou bottons auriculares com chip, que permitirão o monitoramento individual dos animais desde a primeira movimentação até o abate. A fase de adaptação ocorrerá nos anos de 2025 e 2026, com o desenvolvimento de sistemas informatizados e integração com os controles estaduais.
Até 2032, o sistema de rastreabilidade deverá abranger 100% do rebanho nacional. A implementação do PNIB é vista como uma estratégia para modernizar a pecuária brasileira, aumentar a competitividade no mercado internacional e garantir maior segurança alimentar. Os pecuaristas serão responsáveis pelos custos da identificação.