O empresário Paulo Santoyo, da Dom Porquito, garante que a empresa já está preparada para exportar para o México. A informação de que o rescaldo da guerra de tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já teria provocado movimentações no governo brasileiro, como informou o site ac24horas, animou o diretor do maior frigorífico de suínos do Acre.
“O México é um mercado melhor do que o chinês”, informa Santoyo. “A China é, obviamente, um mercado gigantesco e atrativo. Mas a China também produz muito suíno. E o México é um importador por excelência”.
Outro elemento que reforça a importância da articulação já iniciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é o fator cultural. “A carne de suíno para o mexicano é igual ao arroz com feijão para o brasileiro”, compara Santoyo, em tom de entusiasmo.
A logística para garantir o transporte da carne suína do Acre para o oeste mexicano é mais eficaz do que a praticada por estados como Santa Catarina, por exemplo. “Nós conseguimos colocar a carne suína saída do Acre para o oeste mexicano em dez dias¨, contabilizou Santoyo.
Banco da Amazônia fortalece Agricultura Familiar por meio da Dom Porquito
O Banco da Amazônia e a Dom Porquito já definiram um projeto que amplia a base de produção de suínos na região do Alto Acre. Atualmente, colaboram para a produção 60 galpões. Estão em fase de construção mais 20 unidades. O novo projeto, desenhado por executivos do banco em parceria com a Dom Porquito, mais 150 unidades produtivas.
O investimento divulgado entre R$ 80 e R$ 100 milhões. E todos os galpões serão direcionados aos produtores de base familiar. A arquitetura do projeto é de que os 150 galpões sejam divididos em galpões de terminação (pré-abate) e unidades de produção de leitão.
O cronograma prevê que as novas unidades já estejam em operação em dois anos. Na próxima quarta-feira (2), o diretor da Dom Porquito, Paulo Santoyo, vai ter uma reunião em Brasília com o presidente da Apex, Jorge Viana, e o presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa. O encontro deve definir detalhes para que as obras dos 150 galpões de produção inicie o mais rápido possível.